{"id":53,"date":"2026-03-31T17:40:46","date_gmt":"2026-03-31T20:40:46","guid":{"rendered":"https:\/\/eventos.ifg.edu.br\/xsemanadehistoriaifg\/?page_id=53"},"modified":"2026-05-04T18:40:22","modified_gmt":"2026-05-04T21:40:22","slug":"inscricao-para-minicursos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/eventos.ifg.edu.br\/xsemanadehistoriaifg\/inscricao-para-minicursos\/","title":{"rendered":"MINICURSOS"},"content":{"rendered":"\n<p>As inscri\u00e7\u00f5es para participa\u00e7\u00e3o em minicursos est\u00e3o abertas at\u00e9 o dia 23\/05. O preenchimento das vagas ser\u00e1 realizado por ordem de inscri\u00e7\u00e3o no link abaixo:<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/forms.gle\/Q7hBow1Gc8hg4kFT8\">https:\/\/forms.gle\/Q7hBow1Gc8hg4kFT8<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>____________________________________________________________________________________________________<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Minicurso 1<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vigil\u00e2ncia e resist\u00eancia na universidade: a UFG durante a ditadura militar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Profa. Ms. Caroline Gomes Nunes<\/p>\n\n\n\n<p>O minicurso analisa os impactos da ditadura militar brasileira nas universidades, com foco na Universidade Federal de Goi\u00e1s (UFG). A partir do conceito de autocracia burguesa, discute-se como o regime estruturou mecanismos de vigil\u00e2ncia e repress\u00e3o no meio acad\u00eamico, especialmente por meio da Doutrina de Seguran\u00e7a Nacional e da atua\u00e7\u00e3o do Servi\u00e7o Nacional de Informa\u00e7\u00f5es (SNI). No caso da UFG, destacam-se pr\u00e1ticas de monitoramento sistem\u00e1tico, persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e controle institucional, bem como as formas de resist\u00eancia constru\u00eddas pela comunidade universit\u00e1ria. O minicurso fundamenta-se nas contribui\u00e7\u00f5es de Florestan Fernandes, que interpreta a ditadura como express\u00e3o de uma autocracia burguesa, na qual o Estado atua para garantir a ordem social e os interesses das classes dominantes. Dialoga com Rodrigo Patto S\u00e1 Motta, ao analisar as universidades como espa\u00e7os estrat\u00e9gicos de controle e repress\u00e3o, e com Lucas Figueiredo, que evidencia o funcionamento das redes de vigil\u00e2ncia e produ\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es do regime.<\/p>\n\n\n\n<p>____________________________________________________________________________________________________<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Minicurso 2<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>EUA: um Imp\u00e9rio em decad\u00eancia?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Prof. Dr. Robson de Sousa Moraes<\/p>\n\n\n\n<p>O mini-curso \u201cEUA: um Imp\u00e9rio em decad\u00eancia?\u201d prop\u00f5e uma an\u00e1lise cr\u00edtica sobre a posi\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos no sistema internacional contempor\u00e2neo, problematizando a hip\u00f3tese de decl\u00ednio de sua hegemonia global. Partindo de uma abordagem interdisciplinar, que articula contribui\u00e7\u00f5es da geopol\u00edtica, da economia pol\u00edtica internacional e da teoria marxista, o curso busca compreender os limites estruturais do poder norte-americano no contexto das transforma\u00e7\u00f5es do capitalismo no s\u00e9culo XXI. Inicialmente, ser\u00e3o discutidas as bases hist\u00f3ricas da ascens\u00e3o dos Estados Unidos como pot\u00eancia hegem\u00f4nica, especialmente no p\u00f3s-Segunda Guerra Mundial, quando o pa\u00eds consolidou sua lideran\u00e7a econ\u00f4mica, militar e cultural. Em seguida, o curso examina os principais elementos que sustentaram essa hegemonia, como o papel do d\u00f3lar como moeda internacional, a centralidade das institui\u00e7\u00f5es multilaterais e a capacidade de proje\u00e7\u00e3o militar em escala global. Na sequ\u00eancia, ser\u00e3o analisados os sinais de desgaste desse modelo, incluindo a crise financeira de 2008, o aumento da desigualdade interna, a perda relativa de dinamismo industrial e o crescimento de outras pot\u00eancias, em especial a China. O curso tamb\u00e9m aborda as disputas geopol\u00edticas contempor\u00e2neas, como as tens\u00f5es comerciais, tecnol\u00f3gicas e militares, refletindo sobre a possibilidade de transi\u00e7\u00e3o para uma ordem multipolar. Por fim, o mini-curso convida os participantes a refletirem criticamente sobre o significado de \u201cdecad\u00eancia\u201d no contexto imperial, evitando leituras simplistas ou deterministas. A proposta \u00e9 compreender se estamos diante de um decl\u00ednio efetivo da hegemonia estadunidense ou de um processo de reconfigura\u00e7\u00e3o de suas formas de domina\u00e7\u00e3o, ainda profundamente enraizadas nas din\u00e2micas do capitalismo global.<\/p>\n\n\n\n<p>____________________________________________________________________________________________________<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Minicurso 3<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O estudo do pensamento anticolonial de Frantz Fanon a partir de suas principais obras, com \u00eanfase nas rela\u00e7\u00f5es entre colonialismo, racismo, viol\u00eancia, subjetividade e emancipa\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Profa. Ms. M\u00e1rcia Santos Severino<\/p>\n\n\n\n<p>An\u00e1lise das articula\u00e7\u00f5es entre experi\u00eancia hist\u00f3rica e produ\u00e7\u00e3o te\u00f3rica no contexto das lutas de descoloniza\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XX. Discuss\u00e3o sobre as contribui\u00e7\u00f5es fanonianas para o pensamento contempor\u00e2neo, incluindo debates sobre decolonialidade, ensino de Hist\u00f3ria e cr\u00edtica ao eurocentrismo. O minicurso ser\u00e1 desenvolvido por meio de exposi\u00e7\u00f5es dialogadas, leitura orientada de textos, discuss\u00e3o coletiva e an\u00e1lise de trechos das obras. No \u00faltimo encontro, os participantes ser\u00e3o convidados a elaborar propostas de aplica\u00e7\u00e3o did\u00e1tica a partir dos conceitos discutidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Indica\u00e7\u00f5es bibliogr\u00e1ficas:<br>Frantz Fanon. Pele Negra, M\u00e1scaras Brancas.<br>Frantz Fanon. Os Condenados da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>____________________________________________________________________________________________________<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Minicurso 4<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cultura, ideologia e (de)forma\u00e7\u00e3o humana: introdu\u00e7\u00e3o ao conceito de cultura afirmativa em Marcuse<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Prof. Ms. Apolo de Souza S\u00e1<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da compreens\u00e3o de que a historicidade evidencia contradi\u00e7\u00f5es e conflitos em ebuli\u00e7\u00e3o no capitalismo tardio, faz-se necess\u00e1rio questionar as formas de ideologia que, no \u00e2mbito da cultura, encobrem e administram as contradi\u00e7\u00f5es do pr\u00f3prio sistema em (des)ordem vigente. Diante disso, o presente minicurso prop\u00f5e-se a discutir o conceito de cultura afirmativa, presente no texto &#8220;Sobre o car\u00e1ter afirmativo da cultura&#8221;, de Herbert Marcuse, para demonstrar determinados mecanismos que atuam no \u00e2mbito da cultura, da arte e da (de)forma\u00e7\u00e3o humana com vistas a neutralizar o potencial cr\u00edtico da cultura e promover a reconcilia\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo com a ordem que o oprime, ao inv\u00e9s de mobiliz\u00e1-lo contra ela. O termo cultura afirmativa designa a fun\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica que a cultura burguesa exerce ao promover uma esfera superior de valores e realiza\u00e7\u00f5es que favorecem essa concilia\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, o minicurso espera contribuir com a apresenta\u00e7\u00e3o de alguns conceitos caros \u00e0 Teoria Cr\u00edtica frankfurtiana para compreender a tens\u00e3o entre a promessa civilizat\u00f3ria da cultura e a realidade material da ordem burguesa, a partir de uma perspectiva hist\u00f3rica e materialista. O minicurso se dar\u00e1 de forma expositiva dialogada e ser\u00e1 encerrado com a an\u00e1lise de dois produtos culturais, provavelmente uma m\u00fasica (Camalear, 2024) e um curta (Scene with beans, 1976), embora isso possa ser adaptado de acordo com o p\u00fablico inscrito.<\/p>\n\n\n\n<p>Indica\u00e7\u00f5es bibliogr\u00e1ficas:<br>ADORNO, Theodor; HORKHEIMER, Max. Temas b\u00e1sicos da sociologia. Tradu\u00e7\u00e3o de \u00c1lvaro Cabral. 2. ed. S\u00e3o Paulo: Cultrix, 1978. p. 93-104.<\/p>\n\n\n\n<p>ADORNO, Theodor; SIMPSON, George. Sobre m\u00fasica popular. Tradu\u00e7\u00e3o de Fl\u00e1vio R. Kothe. In: COHN, Gabriel (org.). Sociologia. S\u00e3o Paulo: \u00c1tica, 1986. p. 108-114.<\/p>\n\n\n\n<p>MARCUSE, Herbert. Sobre o car\u00e1ter afirmativo da cultura. In: MARCUSE, Herbert. Cultura e sociedade. Tradu\u00e7\u00e3o de Wolfgang Leo Maar. S\u00e3o Paulo: Paz e Terra, 1997. v. I, p. 89-136.<\/p>\n\n\n\n<p>____________________________________________________________________________________________________<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Minicurso 5<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Era das Guerras: Imperialismo e Neocolonialismo no s\u00e9culo XXI.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Prof. Dr. Marcelo Lira Silva<\/p>\n\n\n\n<p>O conceito de guerra em Clausewitz; Ascens\u00e3o e decad\u00eancia da Pax estadunidense; China e R\u00fassia no s\u00e9culo XXI; Multipolaridade e o mito do Sul Global; BRICS; Capitalismo de Vigil\u00e2ncia Plataformizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Indica\u00e7\u00f5es bibliogr\u00e1ficas:<br>Clausewitz, Carl von. Da Guerra. Trad. Maria Tereza Ramos. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1996.<br>Fiori, Jos\u00e9 Lu\u00eds. Uma teoria do poder global. Petr\u00f3polis-RJ: Vozes, 2024.<br>Giovanni, Arrighi. Adam Smith em Pequim. Trad. Beatriz Medina. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2008.<br>Jabbour, Elias. China: o socialismo do s\u00e9culo XXI. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2021.<br>Lenin, Vladimir. Imperialismo, est\u00e1gio superior do capitalismo. Boitempo: S\u00e3o Paulo, 2021.<br>Marx, Karl. O Capital. Trad. Rubens Enderle. Boitempo: S\u00e3o Paulo, 2013.<br>Mazzucato, Mariana. O Estado empreendedor. Trad. Elvira Serapicos. S\u00e3o Paulo: Portfolio-Penguin, 2014.<br>Pecequilo, Cristina. A reconfigura\u00e7\u00e3o do poder global em tempos de crise. Rio de Janeiro: Alta Books, 2023.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As inscri\u00e7\u00f5es para participa\u00e7\u00e3o em minicursos est\u00e3o abertas at\u00e9 o dia 23\/05. 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