{"id":189,"date":"2026-04-14T08:50:46","date_gmt":"2026-04-14T11:50:46","guid":{"rendered":"https:\/\/eventos.ifg.edu.br\/xsemanadehistoriaifg\/?page_id=189"},"modified":"2026-04-23T15:57:00","modified_gmt":"2026-04-23T18:57:00","slug":"simposios-tematicos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/eventos.ifg.edu.br\/xsemanadehistoriaifg\/simposios-tematicos\/","title":{"rendered":"SIMP\u00d3SIOS TEM\u00c1TICOS"},"content":{"rendered":"\n<p>As inscri\u00e7\u00f5es de propostas de trabalho para apresenta\u00e7\u00e3o nos Simp\u00f3sios Tem\u00e1ticos est\u00e3o abertas de&nbsp;<strong>15 de abril a 16 de maio<\/strong>. Os Simp\u00f3sios ocorrer\u00e3o presencialmente no dia&nbsp;<strong>2 de junho<\/strong>, com sess\u00f5es de at\u00e9 20 minutos por apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para submeter sua proposta, \u00e9 necess\u00e1rio preencher o formul\u00e1rio eletr\u00f4nico com as seguintes informa\u00e7\u00f5es: nome completo, institui\u00e7\u00e3o de v\u00ednculo, n\u00edvel de forma\u00e7\u00e3o, link do curr\u00edculo Lattes, escolha de primeira e segunda op\u00e7\u00e3o de Simp\u00f3sio Tem\u00e1tico, t\u00edtulo do trabalho, resumo (cerca de 20 linhas) e bibliografia orientadora (3 livros ou artigos).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Acesse o formul\u00e1rio de submiss\u00e3o clicando no link abaixo:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/docs.google.com\/forms\/d\/e\/1FAIpQLSfMNLnRTRjPcebfczrsv3ry4xq7mMQ-9zexyKL3jZksyK8guw\/viewform\">https:\/\/docs.google.com\/forms\/d\/e\/1FAIpQLSfMNLnRTRjPcebfczrsv3ry4xq7mMQ-9zexyKL3jZksyK8guw\/viewform<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>________________________________________________________________________________________________________________<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST 1 Contra-hegemonias, dissid\u00eancias e a\u00e7\u00f5es coletivas: reflex\u00f5es para a hist\u00f3ria escrita e ensinada<br><\/strong><em>Fl\u00e1via Pereira Machado<br>Rafael Gon\u00e7alves Borges<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>No cen\u00e1rio p\u00f3s-Segunda Guerra Mundial se configurou um contexto de crise paradigm\u00e1tica da ci\u00eancia moderna e do pensamento cartesiano, vinculado por um lado aos impactos negativos do \u201cprogresso cient\u00edfico\u201d, por outro \u00e0 emerg\u00eancia de sujeitos diversos e mobiliza\u00e7\u00f5es sociais reivindicat\u00f3rias do reconhecimento de suas exist\u00eancias, ag\u00eancias e direitos. No campo da Hist\u00f3ria, houve o questionamento dos epistemic\u00eddios e historic\u00eddios dos sujeitos nas linhas historiogr\u00e1ficas hegem\u00f4nicas, demandando a necessidade de uma escrita e ensino da hist\u00f3ria em supera\u00e7\u00e3o aos apagamentos das narrativas de ind\u00edgenas, negros\/as, mulheres, LGBTQI+, camponesas\/es, sujeitos perif\u00e9ricos, entre outros. Diante dessas considera\u00e7\u00f5es, a proposta do ST visa agregar experi\u00eancias de pesquisas e propostas pedag\u00f3gicas no campo da Hist\u00f3ria e do Ensino de Hist\u00f3ria que considerem essas m\u00faltiplas narrativas e que tragam reflex\u00f5es sobre o campo epistemol\u00f3gico e te\u00f3rico da Hist\u00f3ria e do seu Ensino em supera\u00e7\u00e3o \u00e0s perspectivas hegem\u00f4nicas, incorporando novos objetos, sujeitos e fontes para a hist\u00f3ria escrita e ensinada.<\/p>\n\n\n\n<p>Bibliografia de refer\u00eancia:<br>BIDIMA, Jean-Godefroy. Da travessia: contar experi\u00eancias, partilhar os sentidos. De la travers\u00e9e: raconter des exp\u00e9riences, partager le sens. Rue Descartes, 2002\/2, n.36, p. 7-17. Tradu\u00e7\u00e3o para uso did\u00e1tico por Gabriel Silveira de Andrade Antunes. Dispon\u00edvel em: https:\/\/filosofia-africana.weebly.com\/uploads\/1\/3\/2\/1\/13213792\/jean-godefroy_bidima_-_da_travessia._contar_experi%C3%AAncias_partilhar_o_sentido.pdf.<br>CUSICANQUI, Silvia Rivera. Ch\u2019ixinakax utxiwa: uma reflex\u00e3o sobre pr\u00e1ticas e discursos descolonizadores. S\u00e3o Paulo: N1-Edi\u00e7\u00f5es, 2021.<br>KILOMBA, Grada. Mem\u00f3rias da planta\u00e7\u00e3o: epis\u00f3dios de racismo cotidiano. Rio de Janeiro: Cobog\u00f3, 2019.<br>MIGNOLO, Walter. Desobedi\u00eancia epist\u00eamica: a op\u00e7\u00e3o descolonial e o significado de identidade em pol\u00edtica. Cadernos de Letras da UFF, n. 34, p. 287-324, 2008. Dispon\u00edvel em: https:\/\/professor.ufop.br\/sites\/default\/files\/tatiana\/files\/desobediencia_epistemica_mignolo.pdf.<br>NASCIMENTO, Beatriz. Uma hist\u00f3ria feita por m\u00e3os negras. Rio de Janeiro: Zahar, 2021.<br>SMITH, Linda T. Descolonizando metodologias: pesquisa e povos ind\u00edgenas. Curitiba: UFPR, 2018.<br>VEIGA, Ana Maria. Quando Clio \u00e9 preta, pobre e perif\u00e9rica: relocalizando a teoria da hist\u00f3ria. In: COSTA, Bruno Balbino Aires da. SANTOS, Evandro. VASCONCELOS, Eduardo Henrique Barbosa de (orgs.). Ensaios de teoria da hist\u00f3ria &amp; hist\u00f3ria da historiografia. Teresina: Cancioneiro, 2023, p. 19-32 (e-book).<br>ZE BELINGA, Martial. Descolonizar a hist\u00f3ria: epistemologia disruptiva. Contempor\u00e2nea \u2013 Revista de Sociologia da UFSCar, v. 10, n. 3, set.- dez. 2020, pp. 1045-1066. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.contemporanea.ufscar.br\/index.php\/contemporanea\/article\/view\/1021\/pdf.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST 2 Experi\u00eancias, Subjetividades e trajet\u00f3rias de mulheres em suas resist\u00eancias hist\u00f3ricas<br><\/strong><em>D\u00e9bora de Faria Maia<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A partir da d\u00e9cada de 1970, a Hist\u00f3ria passou por importantes revis\u00f5es que ampliaram suas fontes e m\u00e9todos de an\u00e1lise. Nesse contexto, consolidou-se a Hist\u00f3ria das Mulheres como um campo relevante de investiga\u00e7\u00e3o, impulsionado pela influ\u00eancia da Hist\u00f3ria Cultural. Essa abordagem possibilitou repensar os significados constru\u00eddos e compartilhados por homens e mulheres na interpreta\u00e7\u00e3o do mundo, considerando que tais sentidos se expressam em imagens, objetos e pr\u00e1ticas sociais. Al\u00e9m disso, a incorpora\u00e7\u00e3o de novas fontes, como fotografias e obras liter\u00e1rias, contribuiu para o surgimento de novos temas de estudo, incluindo a fam\u00edlia, a inf\u00e2ncia, o cotidiano e as experi\u00eancias de pessoas comuns, com destaque para a presen\u00e7a e atua\u00e7\u00e3o das mulheres na sociedade. Fazer uma Hist\u00f3ria das Mulheres consiste em rever conceitos e m\u00e9todos, observando suas a\u00e7\u00f5es em diferentes contextos, com o objetivo de inclu\u00ed-las como sujeitos hist\u00f3ricos e conferir-lhes dizibilidade e inteligibilidade hist\u00f3rica. Situ\u00e1-las em suas posi\u00e7\u00f5es sociais e evidenciar suas resist\u00eancias e (re)exist\u00eancias permite-nos a reformula\u00e7\u00e3o da historiografia tradicional, que as exclu\u00eda como produtoras de conhecimento. Este Simp\u00f3sio Tem\u00e1tico busca promover o debate e a socializa\u00e7\u00e3o de pesquisas que tenham como foco as narrativas produzidas e protagonizadas por mulheres, seja no \u00e2mbito p\u00fablico, pol\u00edtico e social \u2014 considerando suas trajet\u00f3rias e demarca\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas \u2014, seja como produtoras de subjetividades no campo da cultura e da intelectualidade, cujos objetos de pesquisa sejam de autoria feminina.<\/p>\n\n\n\n<p>Bibliografia de refer\u00eancia:<br>BRITTO, C\u00e9lia Coutinho Seixo de. A mulher, a hist\u00f3ria e Goi\u00e1s. 2. ed. Goi\u00e2nia: UNIGRAF, 1982.<br>MUZART, Zahid\u00e9. Escritoras brasileiras do s\u00e9culo XIX. Florian\u00f3polis: EDUNISC, 2000. v. 1.<br>PERROT, Michelle. As mulheres ou os sil\u00eancios da Hist\u00f3ria. Bauru (SP): EDUSC, 2005.<br>PINTO, C\u00e9li Regina Jardim. Uma hist\u00f3ria do feminismo no Brasil. S\u00e3o Paulo: Editora Funda\u00e7\u00e3o Perseu Abramo, 2003.<br>RAGO, Margareth. A aventura de contar-se: feminismos, escrita de si e inven\u00e7\u00f5es da subjetividade. Campinas: UNICAMP, 2013.<br>MUNIZ, Diva do Couto. Sobre Hist\u00f3ria e Historiografia das Mulheres. Caderno Espa\u00e7o Feminino. Uberl\u00e2ndia (MG), p. 147-166, 2018.<br>RAGO, Margareth. Feminizar \u00e9 preciso: por uma cultura fil\u00f3gina. Revista S\u00e3o Paulo em Perspectiva. 2001.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST 3 Teoria e hist\u00f3ria da historiografia: caminhos do fazer hist\u00f3ria no Brasil<br><\/strong><em>Fabiane Costa Oliveira<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O Simp\u00f3sio Tem\u00e1tico \u201cTeoria e hist\u00f3ria da historiografia: caminhos do fazer hist\u00f3ria no Brasil\u201d prop\u00f5e-se a reunir pesquisadoras e pesquisadores interessados na reflex\u00e3o cr\u00edtica em torno da constitui\u00e7\u00e3o, dos fundamentos e das transforma\u00e7\u00f5es da historiografia brasileira, entendida tanto como pr\u00e1tica intelectual quanto como campo disciplinar historicamente situado. Parte-se do pressuposto de que a escrita da hist\u00f3ria no Brasil n\u00e3o pode ser dissociada dos contextos sociais, pol\u00edticos, culturais e institucionais que conformaram seus objetos, m\u00e9todos, linguagens e regimes de verdade. Nesse sentido, o simp\u00f3sio busca privilegiar investiga\u00e7\u00f5es que abordem os processos de disciplinariza\u00e7\u00e3o e profissionaliza\u00e7\u00e3o do saber hist\u00f3rico, bem como os mecanismos de canoniza\u00e7\u00e3o e legitima\u00e7\u00e3o que contribu\u00edram para a defini\u00e7\u00e3o de tradi\u00e7\u00f5es historiogr\u00e1ficas, autores de refer\u00eancia e agendas de pesquisa. Interessa, igualmente, compreender como tais processos se articularam \u00e0s din\u00e2micas mais amplas da hist\u00f3ria intelectual brasileira, \u00e0s institui\u00e7\u00f5es de ensino e pesquisa \u2014 como universidades, institutos hist\u00f3ricos e associa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas \u2014 e \u00e0s disputas em torno da autoridade para produ\u00e7\u00e3o de sentidos sobre o passado. O simp\u00f3sio acolhe trabalhos que problematizem a historicidade da produ\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica no Brasil, considerando diferentes perspectivas te\u00f3rico-metodol\u00f3gicas e suas inflex\u00f5es ao longo do tempo, bem como an\u00e1lises sobre conceitos, categorias e pr\u00e1ticas de escrita da hist\u00f3ria. Tamb\u00e9m s\u00e3o bem-vindas contribui\u00e7\u00f5es que explorem tens\u00f5es e deslocamentos no campo historiogr\u00e1fico, cr\u00edticas aos c\u00e2nones estabelecidos e reconfigura\u00e7\u00f5es dos modos de produ\u00e7\u00e3o do conhecimento hist\u00f3rico. Ao promover esse espa\u00e7o de di\u00e1logo, o simp\u00f3sio visa contribuir para o aprofundamento das discuss\u00f5es sobre os caminhos do fazer hist\u00f3ria no Brasil, incentivando abordagens que articulem teoria, historiografia e reflex\u00e3o cr\u00edtica sobre o of\u00edcio do historiador e suas implica\u00e7\u00f5es no presente.<\/p>\n\n\n\n<p>Bibliografia de refer\u00eancia:<br>CERTEAU, Michel de. A Escrita da Hist\u00f3ria. Tradu\u00e7\u00e3o de Maria de Lourdes Menezes. Rio de Janeiro: Forense Universit\u00e1ria, 1982.<br>DIEHL, Astor A. A cultura historiogr\u00e1fica brasileira: d\u00e9cada de 1930 aos anos 1970.<br>Passo Fundo: Ed.UPF, 1999.<br>MALERBA, Jurandir. A hist\u00f3ria escrita: teoria e hist\u00f3ria da historiografia. S\u00e3o Paulo: Contexto, 2006.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST 4 Rela\u00e7\u00f5es \u00c9tnico-raciais no Ensino de Hist\u00f3ria: epistemologias, pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas e disputas de narrativas<br><\/strong><em>M\u00e1rcia Santos Severino<br>Patricia Maria Jesus da Silva<br>Roger dos Anjos de S\u00e1<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O ensino de Hist\u00f3ria no Brasil tem sido atravessado, de forma cada vez mais expl\u00edcita, pelas discuss\u00f5es sobre rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais, especialmente ap\u00f3s a promulga\u00e7\u00e3o das Leis n\u00ba 10.639\/2003 e n\u00ba 11.645\/2008. Essas legisla\u00e7\u00f5es n\u00e3o apenas ampliaram o escopo dos conte\u00fados escolares, mas tamb\u00e9m tensionaram as epistemologias hist\u00f3ricas tradicionais, exigindo a revis\u00e3o de narrativas euroc\u00eantricas, a valoriza\u00e7\u00e3o de sujeitos historicamente silenciados e a incorpora\u00e7\u00e3o de novas fontes, metodologias e perspectivas interpretativas. Nesse contexto, o estudo das rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais no ensino de Hist\u00f3ria ultrapassa a dimens\u00e3o curricular e assume um papel pol\u00edtico e pedag\u00f3gico fundamental na constru\u00e7\u00e3o de uma educa\u00e7\u00e3o antirracista. Tal perspectiva implica refletir sobre pr\u00e1ticas docentes, materiais did\u00e1ticos, forma\u00e7\u00e3o inicial e continuada de professores, bem como sobre as disputas em torno da mem\u00f3ria, da identidade e do passado no espa\u00e7o escolar e para al\u00e9m dele. O simp\u00f3sio prop\u00f5e-se a reunir pesquisas, relatos de experi\u00eancia e reflex\u00f5es te\u00f3ricas que discutam como as rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais t\u00eam sido abordadas no ensino de Hist\u00f3ria, considerando diferentes n\u00edveis de ensino, contextos educacionais e interfaces com a hist\u00f3ria p\u00fablica, a educa\u00e7\u00e3o patrimonial e as culturas digitais. Busca-se, assim, fomentar o di\u00e1logo entre pesquisadores\/as e professores\/as comprometidos\/as com a transforma\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas de ensino e com a promo\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a racial no campo educacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Bibliografia de refer\u00eancia:<br>GOMES, Nilma Lino. O movimento negro educador: saberes constru\u00eddos nas lutas por emancipa\u00e7\u00e3o. Petr\u00f3polis: Vozes, 2017.<br>GONZALEZ, L\u00e9lia. Por um feminismo amefricano. Revista Isis Internacional, Santiago, v. 8, p. 133-141, 1988.<br>MOURA, Cl\u00f3vis. As injusti\u00e7as de Clio: o negro na historiografia brasileira. 2. ed. rev. e ampl. S\u00e3o Paulo: Dandara, 2025.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST 5 Mundos ib\u00e9ricos no medievo e na modernidade: sociedades, pol\u00edtica, cultura e poderes<br><\/strong><em>Andr\u00e9 Costa Aciole da Silva<br>Jos\u00e9 Alves de Oliveira Junior<br>Paulo Miguel Moreira da Fonseca<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A amplia\u00e7\u00e3o epistemol\u00f3gica promovida a partir da famosa cole\u00e7\u00e3o \u201cHist\u00f3ria: novos problemas, novos objetos, novas abordagens\u201d, dirigida por Jacques Le Goof e Pierre Nora, possibilitou tanto a amplia\u00e7\u00e3o das formas, m\u00e9todos e referenciais te\u00f3rico-metodol\u00f3gicos quanto uma revis\u00e3o de temas cl\u00e1ssicos como as rela\u00e7\u00f5es entre classes, os modos de organiza\u00e7\u00e3o do mundo do trabalho, as disputas pol\u00edticas e as formas de agir, pensar e se relacionar com o outro, com a natureza e com o sobrenatural. No que se refere \u00e0 revis\u00e3o da historiografia moderna e colonial brasileira que tomou corpo a partir dos anos 1990, espera-se que essa atividade congregue reflex\u00f5es fundamentadas na compreens\u00e3o de uma Hist\u00f3ria Pol\u00edtica renovada, a partir da supera\u00e7\u00e3o do paradigma nacionalista e do aprofundamento do conceito de Pol\u00edtica para al\u00e9m das discuss\u00f5es do Estado e da na\u00e7\u00e3o anacronicamente atribu\u00eddas ao per\u00edodo moderno. Feitas essas considera\u00e7\u00f5es, propomos que esse simp\u00f3sio tem\u00e1tico agregue pesquisadores e pesquisas desenvolvidas (e em andamento) que abordem os mais variados temas e perspectivas que tenham como recorte espacial a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica no medievo (e suas conex\u00f5es globais) quanto os imp\u00e9rios ultramarinos ib\u00e9ricos da modernidade. Assim, pensando na amplia\u00e7\u00e3o do escopo de problemas, objetos e abordagens e na compreens\u00e3o de uma Hist\u00f3ria Pol\u00edtica renovada, esperamos que essa mesa discuta temas de diferentes campos, como: pensamento e manifesta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas; fen\u00f4menos culturais; mundo do trabalho; organiza\u00e7\u00e3o e hierarquiza\u00e7\u00e3o social; ci\u00eancias e t\u00e9cnicas; trajet\u00f3rias coletivas e individuais; circula\u00e7\u00e3o de letras e ideias; entre outras.<\/p>\n\n\n\n<p>Bibliografia de refer\u00eancia:<br>FRAGOSO, Jo\u00e3o; GOUV\u00caA, Maria de F\u00e1tima. (org.) O Brasil Colonial. 3 vol. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 2014.<br>FRAGOSO, Jo\u00e3o; BICALHO, Maria Fernanda; GOUV\u00caA, Maria de F\u00e1tima. (org.) Antigo Regime nos tr\u00f3picos: a din\u00e2mica imperial portuguesa (s\u00e9culos XVI-XVIII). Rio de Janeiro, 2010.<br>HANSEN, Jo\u00e3o Adolfo. Agudezas Seiscentistas e outros ensaios. Cilaine Alves Cunha; Mayra Laudanna (org.).1a edi\u00e7\u00e3o.S\u00e3o Paulo: Edusp, 2019.<br>LE GOFF, Jacques. Para uma outra Idade M\u00e9dia: tempo, trabalho e cultura no Ocidente. 3\u00aa ed. Petr\u00f3polis, RJ: Vozes, 2014. 534p.<br>LE GOFF, Jacques; NORA, Pierre. (Org.). Hist\u00f3ria: Novos Problemas, Novas Abordagens, Novos Objetos. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1988. v. 3.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ST 6 Hist\u00f3ria e Trabalho: movimento de trabalhadores e trabalhadores em movimento.<br><\/strong><em>Yangley Adriano Marinho<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A proposta do ST, como indicado no t\u00edtulo, \u00e9 discutir pesquisas (j\u00e1 conclu\u00eddas, em andamento, ou mesmo em fase de projeto) acerca de movimentos de trabalhadores\/as e, principalmente que tratem de trabalhadores\/as se movimentando e se constituindo em meio aos limites e press\u00f5es impostos pelas estruturas. Seja no campo ou na cidade e em diversas temporalidades. Nesse sentido, nos interessa pensar as lutas, resist\u00eancias e negocia\u00e7\u00f5es, vinculadas ou n\u00e3o a sindicatos e movimentos sociais, por considerarmos a categoria trabalho como central para os processos de identifica\u00e7\u00e3o de homens e mulheres, principalmente das camadas populares. S\u00e3o bem-vindas pesquisas e propostas de investiga\u00e7\u00e3o, cuja centralidade esteja nas quest\u00f5es de classe, mas tamb\u00e9m nos modos como homens e mulheres s\u00e3o atravessados por outros marcadores, quais sejam os de ra\u00e7a e de g\u00eanero e que acabam por impactar na maneira a partir da qual as condi\u00e7\u00f5es de classe s\u00e3o experimentadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Bibliografia de refer\u00eancia:<br>CHALHOUB, Sidney. Trabalho, lar e botequim: o cotidiano dos trabalhadores no Rio de Janeiro da belle \u00e9poque. 2. ed. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2011.<br>\u2060REIS, Jo\u00e3o Jos\u00e9. Ganhadores: a greve negra de 1857 na Bahia. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2019.<br>\u2060THOMPSON, Edward Palmer. A forma\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria inglesa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. 3 v.<br>THOMPSON, Edward Palmer. Algumas observa\u00e7\u00f5es sobre classe e \u201cfalsa consci\u00eancia\u201d. In: SILVA, Sergio; NEGRO, Antonio Luigi (Org.). As peculiaridades dos ingleses e outros artigos. 2. ed. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 2012. p. 269-286.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As inscri\u00e7\u00f5es de propostas de trabalho para apresenta\u00e7\u00e3o nos Simp\u00f3sios Tem\u00e1ticos est\u00e3o abertas de&nbsp;15 de abril a 16 de maio. Os Simp\u00f3sios ocorrer\u00e3o presencialmente no dia&nbsp;2 de junho, com sess\u00f5es de at\u00e9 20 minutos por apresenta\u00e7\u00e3o. Para submeter sua proposta, \u00e9 necess\u00e1rio preencher o formul\u00e1rio eletr\u00f4nico com as seguintes informa\u00e7\u00f5es: nome completo, institui\u00e7\u00e3o de v\u00ednculo,<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/eventos.ifg.edu.br\/xsemanadehistoriaifg\/simposios-tematicos\/\"><span class=\"screen-reader-text\">Leia mais sobreSIMP\u00d3SIOS TEM\u00c1TICOS<\/span>[&#8230;]<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":155,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"class_list":["post-189","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/eventos.ifg.edu.br\/xsemanadehistoriaifg\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/189"}],"collection":[{"href":"https:\/\/eventos.ifg.edu.br\/xsemanadehistoriaifg\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/eventos.ifg.edu.br\/xsemanadehistoriaifg\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eventos.ifg.edu.br\/xsemanadehistoriaifg\/wp-json\/wp\/v2\/users\/155"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eventos.ifg.edu.br\/xsemanadehistoriaifg\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=189"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/eventos.ifg.edu.br\/xsemanadehistoriaifg\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/189\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":263,"href":"https:\/\/eventos.ifg.edu.br\/xsemanadehistoriaifg\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/189\/revisions\/263"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/eventos.ifg.edu.br\/xsemanadehistoriaifg\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=189"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}