{"id":96,"date":"2022-02-15T10:00:35","date_gmt":"2022-02-15T13:00:35","guid":{"rendered":"http:\/\/eventos.ifg.edu.br\/viiisemanadehistoria\/?p=96"},"modified":"2022-05-12T10:11:00","modified_gmt":"2022-05-12T13:11:00","slug":"simposios-tematicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eventos.ifg.edu.br\/viiisemanadehistoria\/2022\/02\/15\/simposios-tematicos\/","title":{"rendered":"Simp\u00f3sios Tem\u00e1ticos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>VIII Semana da Licenciatura em Hist\u00f3ria do IFG<\/strong><br \/>\n<strong>1822-2022: Na\u00e7\u00e3o, nacionalismos e mem\u00f3rias em disputa &#8211; desafios da Hist\u00f3ria escrita e ensinada<\/strong><br \/>\n<strong>SIMP\u00d3SIOS TEM\u00c1TICOS*<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #000000\"><strong>1) Linguagens e a escrita da Hist\u00f3ria<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\"> <strong>Coordenadores\/as: Ana L\u00edvia Louren\u00e7o Ferreira e \u00c1tila Fernandes dos Santos<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\"> <strong>Local: Audit\u00f3rio Djalma Maia<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #000000\"><strong>Resumo:<\/strong> Diversos s\u00e3o os estudos sobre a escrita da hist\u00f3ria, linguagens e culturas no s\u00e9cu<\/span>lo XXI. Eles se desenvolvem de formas plurais e com possibilidades diversas sobre a escrita e a elabora\u00e7\u00e3o do conhecimento hist\u00f3rico, como visto na literatura, na fotografia, na pintura, no cinema e outros. Pensando nisso, elaboramos um simp\u00f3sio que pretende ser um espa\u00e7o onde pesquisadores possam apresentar seus projetos, estudos e reflex\u00f5es, e assim, debater suas pesquisas em andamento ou finalizadas sobre tais assuntos. As linguagens e suas rela\u00e7\u00f5es com a Hist\u00f3ria tra\u00e7am interessantes perspectivas, de modo, que as articula\u00e7\u00f5es entre express\u00f5es est\u00e9tico-culturais e a experi\u00eancia do tempo levantam problematiza\u00e7\u00f5es sobre as marcas e as constru\u00e7\u00f5es de historicidade, que s\u00e3o caras a esse simp\u00f3sio. Portanto, tais express\u00f5es culturais ser\u00e3o entendidas n\u00e3o s\u00f3 como fonte e objetos, mas tamb\u00e9m como parte da constru\u00e7\u00e3o da Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>2) Ensinar, aprender e pesquisar sobre a Idade M\u00e9dia<\/strong><br \/>\n<strong>Coordenadores\/as: Andr\u00e9 Costa Aciole da Silva e Mariana Amorim Romero<\/strong><br \/>\n<span style=\"color: #000000\"> <strong>Local: Audit\u00f3rio Djalma Maia<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Resumo:<\/strong> Idade das Trevas, 1000 anos de escurid\u00e3o, Idade dourada &#8230; essas s\u00e3o alguns dos nomes e formas pelas quais a Idade M\u00e9dia foi tratada no decorrer dos \u00faltimos 5 s\u00e9culos. No Brasil e no exterior tem ocorrido um esfor\u00e7o para a amplia\u00e7\u00e3o dos temas de pesquisa sobre o Ocidente medieval. Compreender as mulheres, a religiosidade, o amor, o Estado, a f\u00e9, a vida nas cidades, os saberes, enfim a vida no medievo na sua complexidade e dentro do contexto de um recorte temporal t\u00e3o vasto e que abarca 10 s\u00e9culos (ou mais \u2013 afinal, Le Goff afirmou que a Idade M\u00e9dia acaba em 1800) da Hist\u00f3ria Ocidental tem resultado um amplo espectro de abordagens e de pesquisas que gradativamente tem permitido uma vis\u00e3o cada vez mais plural sobre o medievo. Apresentamos a proposta de um simp\u00f3sio tem\u00e1tico que pretende congregar pesquisadoras e pesquisadores (sejam eles graduandos, graduados ou p\u00f3s-graduados) que se dedicam ao estudo de tem\u00e1ticas relativas \u00e0 Idade M\u00e9dia. Ao mesmo tempo pretendemos congregar professoras e professores que tem desenvolvido e experimentado formas de abordagem de temas do medievo nas salas de aula da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e que desejam compartilhar suas experi\u00eancias de ensino.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><strong>3) Vulnerabilidades do ensino de hist\u00f3ria: que espa\u00e7os perdemos na escola?<\/strong><br \/>\n<strong>Coordenadores\/as: Cristiano Nicolini e Luc\u00edlia Maria Santiso Dieguez<\/strong><br \/>\n<span style=\"color: #ff0000\"><strong>CANCELADO!<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Resumo:<\/strong> Considerando a pandemia do Covid-19, que reconfigurou as estrat\u00e9gias de ensino, exigindo dos docentes habilidades com m\u00eddias, adapta\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo e reorganiza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o dom\u00e9stico enquanto ambiente de trabalho, foram percept\u00edveis as vulnerabilidades \u00e0s quais foi submetido o Ensino de Hist\u00f3ria, principalmente pela aus\u00eancia de pol\u00edtica p\u00fablica que o respaldasse em meio \u00e0s incertezas (Dieguez, 2021). Diante de um cen\u00e1rio repleto de not\u00edcias falsas e de ataques infundados \u00e0 ci\u00eancia hist\u00f3rica, vimos crescer sites, blogs, youtubers que, estrategicamente \u201camparados\u201d por posturas negacionistas, sentiram-se confort\u00e1veis em perpetuar tais a\u00e7\u00f5es online. Lembrando que as redes sociais de comunica\u00e7\u00e3o servem, muitas vezes, de suporte para sedimentar estas desconfian\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o aos fatos hist\u00f3ricos, descredibilizando a escola, a ci\u00eancia e dando lugar a um leque de mentiras (Nascimento; Campos, 2020), cujos efeitos s\u00e3o diretamente sentidos no Ensino de Hist\u00f3ria, alvo principal destes ataques. Neste retrato de narrativas infundadas, o papel do professor(a) de Hist\u00f3ria \u00e9 averiguar essa gama de vers\u00f5es dispon\u00edveis, \u201cbuscando a consist\u00eancia emp\u00edrica e a l\u00f3gica que possam valid\u00e1-las ou refut\u00e1-las\u201d (Nicolini; Medeiros, 2021, p.281), percebendo esses respingos, principalmente, neste momento de condi\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria periclitante. Raciocinando sobre essas quest\u00f5es, o simp\u00f3sio tem\u00e1tico pretende tratar da vulnerabilidade do Ensino de Hist\u00f3ria dentro das unidades escolares, reunindo pesquisas, relatos de experi\u00eancias e propostas que tragam ind\u00edcios, respingos e impasses observados pelos docentes, al\u00e9m de trabalhos que analisem essa perda de espa\u00e7os sofrida pela disciplina hist\u00f3rica em pequenas\/grandes a\u00e7\u00f5es do dia-a-dia no ambiente escolar. O simp\u00f3sio tem\u00e1tico se prop\u00f5e a levantar ainda a seguinte hip\u00f3tese: o modelo remoto de ensino e a condi\u00e7\u00e3o pand\u00eamica foram sinais facilitadores para retirar o espa\u00e7o da Hist\u00f3ria na escola, tornando-a vulner\u00e1vel?<\/p>\n<p><strong>4) Insurgindo a hist\u00f3ria nacional: g\u00eanero, sexualidades e outras dissid\u00eancias<\/strong><br \/>\n<strong>Coordenadoras\/es: Fl\u00e1via Pereira Machado e Rhanielly Pereira do Nascimento Pinto<\/strong><br \/>\n<span style=\"color: #000000\"> <strong>Local: Sala T- 105 <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Resumo:<\/strong> Em face das comemora\u00e7\u00f5es, rememora\u00e7\u00f5es e disputas em torno dos 200 anos da \u201cIndepend\u00eancia do Brasil\u201d, \u00e9 preciso evocar as reflex\u00f5es em torno da constitui\u00e7\u00e3o de uma pretensa identidade nacional. Consolidada tamb\u00e9m pela composi\u00e7\u00e3o de s\u00edmbolos, das mem\u00f3rias e hist\u00f3rias oficiais, a identidade nacional se configurou a partir dos apagamentos, silenciamentos e ocultamentos das narrativas dissidentes do projeto de na\u00e7\u00e3o brasileira. \u00c0 margem desse projeto moderno, colonial e capitalista est\u00e3o os\/as sujeitos\/as localizados\/as em lugares de subalternidade e at\u00e9 mesmo condenados a uma constante desumaniza\u00e7\u00e3o. Popula\u00e7\u00f5es negras e ind\u00edgenas, mulheres transgressoras, dissid\u00eancias sexuais, trabalhadores\/as, camponeses\/as, ribeirinhos\/as, entre outros\/as, atravessados por eixos de subordina\u00e7\u00e3o diversos, se erguem frente \u00e0 essa hist\u00f3ria escrita e ensinada a partir do prisma europeu, branco, colonial e heteronormativo. Dessa forma, s\u00e3o essas narrativas contra hegem\u00f4nicas em torno do projeto nacional, capitalista, colonial e excludente, que nos interessam reunir no presente simp\u00f3sio. A proposta, neste sentido, \u00e9 de reunir comunica\u00e7\u00f5es que ensejem o debate em torno das subalternidades, das sexualidades dissidentes, das rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero e das disputas narrativas que confrontem a hist\u00f3ria dita oficial e as mem\u00f3rias produzidas pelos grupos hegem\u00f4nicos. Ser\u00e3o bem vindas reflex\u00f5es, relatos de experi\u00eancias em sala de aula e de ativismos que se coloquem como contra narrativas \u00e0s mem\u00f3rias e hist\u00f3rias produzidas em torno dos nacionalismos, colonialismos e heterossexismos.<\/p>\n<p><strong>5) O Ensino na Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos: doc\u00eancia, sujeitos, saberes e pr\u00e1ticas da educa\u00e7\u00e3o popular<\/strong><br \/>\n<strong>Coordenadores: Josu\u00e9 Vidal Pereira e Sebasti\u00e3o Cl\u00e1udio Barbosa<\/strong><br \/>\n<span style=\"color: #000000\"> <strong>Local: Sala T- 105 <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Resumo:<\/strong> No contexto de recuo das pol\u00edticas sociais do Estado brasileiro e das pol\u00edticas educacionais em particular, verifica-se que a modalidade EJA (Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos) tem observado imensos retrocessos, que se traduzem na redu\u00e7\u00e3o brusca das matr\u00edculas conforme se verifica no Censo do INEP, o qual aponta uma retra\u00e7\u00e3o da ordem de meio milh\u00e3o de estudantes matriculados entre 2015 e 2020. Observa-se a tend\u00eancia neoliberal de submeter a Educa\u00e7\u00e3o aos crit\u00e9rios de uma \u201ceconomia de servi\u00e7os\u201d tem possibilitado que os \u201cnegociantes da Educa\u00e7\u00e3o\u201d proponham, quase que de forma exclusiva, a perspectiva EAD para a EJA. Deve-se assinalar, contudo, que o Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o 2014-2024 aponta na dire\u00e7\u00e3o oposta, com metas de amplia\u00e7\u00e3o das matr\u00edculas, amplia\u00e7\u00e3o da integra\u00e7\u00e3o da EJA com a Educa\u00e7\u00e3o Profissional, bem como para projetos de Forma\u00e7\u00e3o Continuada de Professores para a modalidade, dentre outras. Este simp\u00f3sio tem\u00e1tico tem como objetivo agregar pesquisas e relatos de experi\u00eancias acerca dos diversos aspectos que envolvem a EJA, tais como, Pr\u00e1ticas Pedag\u00f3gicas na EJA, Letramento na EJA, Forma\u00e7\u00e3o de Docente para a EJA, EJA prisional, experi\u00eancias no campo da Educa\u00e7\u00e3o Popular que envolvam processos formais e n\u00e3o formais de escolariza\u00e7\u00e3o, Estudos sobre programas e pol\u00edticas governamentais sobre a modalidade, financiamento da EJA, Hist\u00f3ria e historiografia da EJA, Ensino de Hist\u00f3ria e o desenvolvimento da consci\u00eancia hist\u00f3rica na EJA, e outras tem\u00e1ticas que estejam diretamente relacionadas com a modalidade.<\/p>\n<p><strong>6) Hist\u00f3ria da \u00c1frica e da Cultura Afro-Brasileira<\/strong><br \/>\n<strong>Coordenadoras\/es: Janira Sodr\u00e9 Miranda e Yangley Adriano Marinho<\/strong><br \/>\n<span style=\"color: #000000\"> <strong>Local: Sala T- 107 <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Resumo:<\/strong> Este simp\u00f3sio tem\u00e1tico acolher\u00e1 comunica\u00e7\u00f5es de pesquisas, conclu\u00eddas ou em andamento, sobre Hist\u00f3ria da \u00c1frica e dos africanos, no continente mater ou na di\u00e1spora, em perspectivas historiogr\u00e1ficas plurais, desde que partam de uma perspectiva africana, ou seja, inerente \u00e0s din\u00e2micas e singularidades hist\u00f3ricas intra-continentais, mas tamb\u00e9m proposi\u00e7\u00f5es que visem discutir as rela\u00e7\u00f5es estabelecidas em espa\u00e7os transnacionais, levando-se em conta experi\u00eancias diasp\u00f3ricas, sempre o fazendo a partir de \u00c1frica ou de um olhar afrocentrado. Acolher\u00e1 pesquisas que tematizem as quest\u00f5es te\u00f3rico-metodol\u00f3gicas para a hist\u00f3ria africana. Ser\u00e3o aceitas pesquisas sobre a hist\u00f3ria da cultura afro-brasileira, que contribuam para o entendimento da participa\u00e7\u00e3o de negros e negras na constru\u00e7\u00e3o das estruturas socioecon\u00f4micas, pol\u00edticas, sociais e culturais do pa\u00eds, bem como a centralidade negro-brasileira nos processos de resist\u00eancias constru\u00eddos por esses mesmos atores, sendo desej\u00e1veis pesquisas que relacionem a renova\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica recente desse campo tem\u00e1tico e as lutas por emancipa\u00e7\u00e3o protagonizadas por africanos e seus descendentes afro-brasileiros, bem como a hist\u00f3ria dos movimentos negros e da luta antirracista no Brasil. H\u00e1 um interesse focal em acolher pesquisas e\/ou relatos de experi\u00eancia forjados a partir da sala de aula e focados no ensino de Hist\u00f3ria Africana e Afro-brasileira.<\/p>\n<p><strong>7) O Antigo Regime e os imp\u00e9rios pluricontinentais: dimens\u00f5es pol\u00edticas, culturais e econ\u00f4micas<\/strong><br \/>\n<strong>Coordenador: Paulo Miguel Moreira da Fonseca e Jos\u00e9 Alves de Oliveira J\u00fanior<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<span style=\"color: #000000\"> <strong>Local: Sala T- 106 <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Resumo:<\/strong> Discuss\u00f5es relativas ao Antigo Regime moderno, os reinos europeus e seus imp\u00e9rios ultramarinos nas Am\u00e9ricas, \u00c1frica e no Oriente. As dimens\u00f5es da ordem pol\u00edtica administrativa, as realidades sociais, as pr\u00e1ticas culturais e a organiza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. As pr\u00e1ticas de escrita e leitura. Os personagens no mundo moderno: os oficiais r\u00e9gios, as elites e popula\u00e7\u00f5es escravizadas e subalternizadas. As singularidades das conquistas e as rela\u00e7\u00f5es entre si e com os reinos. Discutir as redes sociais e comerciais que circulavam pelos imp\u00e9rios, unindo e apartando os territ\u00f3rios.<\/p>\n<p><strong>8) Articula\u00e7\u00f5es entre a Ci\u00eancia Hist\u00f3rica e a Teoria Psicanal\u00edtica<\/strong><br \/>\n<strong>Coordenador: Diego A. Moraes Carvalho<\/strong><br \/>\n<span style=\"color: #000000\"> <strong>Local: Sala T- 106 <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Resumo:<\/strong> O interesse da Hist\u00f3ria pela Psican\u00e1lise n\u00e3o \u00e9 novo. Desde o momento em que os estudos freudianos extrapolaram a cl\u00ednica em dire\u00e7\u00e3o aos estudos culturais, percebendo as rela\u00e7\u00f5es das neuroses com a moral; ou percebendo que as religi\u00f5es tem uma mesma origem no totemismo e nos interditos fundamentais; ou ainda que a obedi\u00eancia a um l\u00edder supremo tinha n\u00edtidas ra\u00edzes ed\u00edpicas, por exemplo; a Psican\u00e1lise saiu do estrito rol das ci\u00eancias psicobiol\u00f3gicas para alcan\u00e7ar a amplitude e o interesse das ci\u00eancias humanas. O caminho de aproxima\u00e7\u00e3o met\u00f3dica e metodol\u00f3gica entre Hist\u00f3ria e Psican\u00e1lise, entretanto, est\u00e1 em plena constru\u00e7\u00e3o. O esfor\u00e7o de alguns autores nessa seara tem sido relevante e testemunham boa parte do s\u00e9c. XX e in\u00edcio do XXI. A come\u00e7ar pelos mestres de Frankfurt \u2013 Adorno, Horkheimer, Benjamin, Habermas, Fromm \u2013, cada um \u00e0 sua maneira, que cruzaram ensinamentos de Marx e Freud para alcan\u00e7ar compreens\u00f5es absolutamente aut\u00eanticas da sociedade. Al\u00e9m desses, destaca-se tamb\u00e9m os trabalhos de Peter Gay, Paul Ric\u0153ur, Michel de Certeau, em seus debru\u00e7ares espec\u00edficos sobre as proximidades e os distanciamentos entre os dois campos. De maneira menos direta, outros in\u00fameros historiadores ou se arriscaram nesse di\u00e1logo em trabalhos mais restritos ou utilizaram-se do instrumental psicanal\u00edtico para melhor compreender seus objetos de pesquisa. A proposta desse ST \u00e9 congregar pesquisas em pleno curso que busquem a articula\u00e7\u00e3o entre esses campos\/epistemes, seja a partir de um debate te\u00f3rico entre os limites\/fronteiras entre ambas as \u00e1reas, seja ampliando o instrumental de pesquisa e orienta\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica a incidir sobre fontes, registros e discursos.<\/p>\n<p><strong>9) Educa\u00e7\u00e3o Patrimonial: possibilidades e desafios<\/strong><br \/>\n<strong>Coordenadoras\/es: Dianina Raquel Silva Rabelo, Maria Dailza da Concei\u00e7\u00e3o Fagundes, Neemias Oliveira da Silva<\/strong><br \/>\n<span style=\"color: #000000\"> <strong>Local: Audit\u00f3rio Djalma Maia<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Resumo:<\/strong> Este simp\u00f3sio tem\u00e1tico tem como escopo reunir investiga\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias no campo do Patrim\u00f4nio Cultural em sua interface com o Ensino de Hist\u00f3ria. O prop\u00f3sito \u00e9 estabelecer reflex\u00f5es e di\u00e1logos no \u00e2mbito da Educa\u00e7\u00e3o Patrimonial que se constitui de todos os processos educativos em ambientes formais e n\u00e3o formais que t\u00eam como foco a comunidade e o seu Patrim\u00f4nio Cultural. O trabalho com o patrim\u00f4nio exige um di\u00e1logo constante com as comunidades e, nessa perspectiva, a educa\u00e7\u00e3o patrimonial deve ser considerada e colocada em pr\u00e1tica n\u00e3o como uma atividade ap\u00eandice, mas integrante de todo o processo de identifica\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio cultural. Assim, prima-se pela participa\u00e7\u00e3o efetiva da comunidade em todo o processo de mapeamento de suas refer\u00eancias culturais. Entende-se que a Educa\u00e7\u00e3o Patrimonial efetiva \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica, coletiva, reflexiva e cr\u00edtica, que contribui para a constru\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica do conhecimento e para a transforma\u00e7\u00e3o da realidade, o que implica conceber o Patrim\u00f4nio Cultural como um elemento social inserido nos espa\u00e7os de vida dos sujeitos e que nas pr\u00e1ticas educativas deve ser levada em conta a sua dimens\u00e3o social, pol\u00edtica e simb\u00f3lica. Ressalta-se ainda que a Educa\u00e7\u00e3o Patrimonial decolonial \u00e9 necess\u00e1ria para romper com os processos de patrimonializa\u00e7\u00e3o que reproduzam formas de domina\u00e7\u00e3o do saber-poder sobre mem\u00f3rias historicamente subalternizadas de grupos sociais n\u00e3o hegem\u00f4nicos.<\/p>\n<p><strong>10) O historiador e as fontes: pesquisas sob novos olhares e abordagens<\/strong><br \/>\n<strong>Coordenadoras\/es: Dianina Raquel Silva Rabelo, Cleusa Teixeira de Sousa, Maicon da Silva Camargo<\/strong><br \/>\n<span style=\"color: #000000\"> <strong>Local: Sala T- 105 <\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Resumo:<\/strong> Este Simp\u00f3sio Tem\u00e1tico pretende reunir trabalhos que, de forma te\u00f3rica e pr\u00e1tica, recorrem aos usos das mais variadas fontes. Leva-se em considera\u00e7\u00e3o a amplia\u00e7\u00e3o das possibilidades de usos das fontes, ou seja, a perspectiva de documento\/monumento proposta por Jacques Le Goff. Do mesmo modo, observa-se as renova\u00e7\u00f5es de pr\u00e1ticas emp\u00edricas, que t\u00eam permitido a incorpora\u00e7\u00e3o de novas abordagens para as evid\u00eancias hist\u00f3ricas. Nesta perspectiva, chama-se a aten\u00e7\u00e3o do historiador para a interdisciplinaridade, de modo a ampliar os m\u00e9todos que sistematizam o trabalho com novos tipos de documentos e aproximam a Hist\u00f3ria de outras \u00e1reas de conhecimento. Buscam-se trabalhos que analisam as fontes como mecanismos principais ou complementares para a compreens\u00e3o de processos hist\u00f3ricos. Espera-se com este ST debater e refletir sobre as maneiras e procedimentos a serem adotados na abordagem das suas fontes, bem como enriquecer a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento hist\u00f3rico, potencializando novas abordagens historiogr\u00e1ficas.<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000\">*Formato presencial.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; VIII Semana da Licenciatura em Hist\u00f3ria do IFG 1822-2022: Na\u00e7\u00e3o, nacionalismos e mem\u00f3rias em disputa &#8211; desafios da Hist\u00f3ria escrita e ensinada SIMP\u00d3SIOS TEM\u00c1TICOS* 1) Linguagens e a escrita da Hist\u00f3ria Coordenadores\/as: Ana L\u00edvia Louren\u00e7o Ferreira e \u00c1tila Fernandes dos Santos Local: Audit\u00f3rio Djalma Maia Resumo: Diversos s\u00e3o os estudos sobre a escrita da&#8230; <a href=\"https:\/\/eventos.ifg.edu.br\/viiisemanadehistoria\/2022\/02\/15\/simposios-tematicos\/\" class=\"more-link\">Continue reading <span class=\"screen-reader-text\">Simp\u00f3sios Tem\u00e1ticos<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":156,"featured_media":156,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-96","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/eventos.ifg.edu.br\/viiisemanadehistoria\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96"}],"collection":[{"href":"https:\/\/eventos.ifg.edu.br\/viiisemanadehistoria\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/eventos.ifg.edu.br\/viiisemanadehistoria\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eventos.ifg.edu.br\/viiisemanadehistoria\/wp-json\/wp\/v2\/users\/156"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eventos.ifg.edu.br\/viiisemanadehistoria\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=96"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/eventos.ifg.edu.br\/viiisemanadehistoria\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":222,"href":"https:\/\/eventos.ifg.edu.br\/viiisemanadehistoria\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96\/revisions\/222"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/eventos.ifg.edu.br\/viiisemanadehistoria\/wp-json\/wp\/v2\/media\/156"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/eventos.ifg.edu.br\/viiisemanadehistoria\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/eventos.ifg.edu.br\/viiisemanadehistoria\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=96"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/eventos.ifg.edu.br\/viiisemanadehistoria\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=96"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}