{"id":237,"date":"2015-11-27T08:00:00","date_gmt":"2015-11-27T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/eventos.ifg.edu.br\/culturasnegras\/?p=237"},"modified":"2026-04-22T20:02:01","modified_gmt":"2026-04-22T23:02:01","slug":"nosso-pais-e-diverso-e-metade-e-negro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eventos.ifg.edu.br\/culturasnegras\/2015\/11\/27\/nosso-pais-e-diverso-e-metade-e-negro\/","title":{"rendered":"\u201cNosso pa\u00eds \u00e9 diverso e metade \u00e9 negro\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>O professor Alex Ratts, da Universidade Federal de Goi\u00e1s, fez a confer\u00eancia de abertura do 2\u00ba Encontro de Culturas Negras do IFG, ontem \u00e0 noite, abordando o tema da afro-perspectiva e educa\u00e7\u00e3o no Brasil. Ele historiou a luta dos negros pela inclus\u00e3o social e os avan\u00e7os ocorridos nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Ratts foi enf\u00e1tico ao afirmar que o Brasil \u00e9 diverso, com uma popula\u00e7\u00e3o formada por europeus, asi\u00e1ticos, africanos e \u00edndios, mas que metade da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 negra.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, desde 1929, quando ocorreu o congresso da mocidade negra, j\u00e1 se falava que o Brasil precisava de cuidar da educa\u00e7\u00e3o dos jovens negros. \u201cIsso significa que estamos atrasados? N\u00e3o. Mas antes de n\u00f3s, algu\u00e9m j\u00e1 tinha essa batalha\u201d, comentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Os avan\u00e7os, disse Ratts, come\u00e7aram a surgir a partir da d\u00e9cada de 1970, com o reconhecimento das identidades e culturas negras e da exist\u00eancia do racismo e com o crescimento do movimento negro. Mas algumas garantias legais s\u00f3 vieram com a chegada do s\u00e9culo 21. Ele citou a Lei 10.639, de 2003, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o para tornar obrigat\u00f3rio o ensino sobre hist\u00f3ria e cultura afro-brasileiras e sobre a hist\u00f3ria da \u00c1frica e dos africanos, sobre a luta dos negros no Brasil e a cultura negra, no ensino fundamental e m\u00e9dio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cotas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Citou tamb\u00e9m a Lei 12.711\/2012, que estabeleceu cotas para o ingresso nas institui\u00e7\u00f5es educacionais p\u00fablicas, no ensino m\u00e9dio e superior. A lei fixa que 50% das vagas ofertadas devem ser destinadas a estudantes oriundos das escolas p\u00fablicas e que, desta metade, 50% devem ser destinadas a alunos de baixa renda e os outros 50% a alunos negros, pardos ou ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>Alex Ratts disse que o debate p\u00fablico sobre as cotas j\u00e1 se encerrou e que estamos na fase de implementa\u00e7\u00e3o das cotas. \u201cNingu\u00e9m precisa mais discutir com quem \u00e9 contra a pol\u00edtica de cotas; precisamos discutir como operacionaliz\u00e1-la\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele falou ainda sobre as diferen\u00e7as e o reconhecimento de identidades no Brasil. \u201cExistem no Brasil marcadores da diferen\u00e7a, que s\u00e3o \u00e9tnicos, raciais e sexuais, mas eu sou contra estes marcadores\u201d, afirmou. Segundo ele, a diferen\u00e7a que realmente conta e para a qual devemos nos voltar \u00e9 a pol\u00edtica e social.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Diretoria de Comunica\u00e7\u00e3o Social\/Reitoria.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/w2.ifg.edu.br\/index.php\/component\/content\/article\/1-news\/89847\">https:\/\/w2.ifg.edu.br\/index.php\/component\/content\/article\/1-news\/89847<\/a><a href=\"http:\/\/w2.ifg.edu.br\/images\/CNegras\/img_7042.jpg\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O professor Alex Ratts, da Universidade Federal de Goi\u00e1s, fez a confer\u00eancia de abertura do 2\u00ba Encontro de Culturas Negras do IFG, ontem \u00e0 noite, abordando o tema da afro-perspectiva e educa\u00e7\u00e3o no Brasil. Ele historiou a luta dos negros pela inclus\u00e3o social e os avan\u00e7os ocorridos nas \u00faltimas d\u00e9cadas. 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